Mostrando postagens com marcador Eletrônica. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Eletrônica. Mostrar todas as postagens

Pra que serve o Díodo?

No artigo sobre como se acende um LED acabei implicitamente por falar de díodos. Disse que o LED tem um ánodo e um cátodo, que causa uma queda de tensão de um certo valor, que é polarizado e mostrei o seu símbolo elétrico. Tudo isto se aplica a um díodo comum, com pequenas variações: a queda de tensão provocada por um díodo comum é de aproximadamente 0.7 V, e o símbolo é muito parecido com o do LED, só não tendo as 2 “ondinhas” (que representam a luz a sair do LED). No símbolo mais comum do LED, estas ondinhas são apenas setas retas, e tem uma bola em redor. Figura 1 - Símbolos

Para entender melhor como se comporta um díodo sem que tenhas que ser “barra” em Física , vamos arranjar um modelo que o descreva, citando suas principais caracteristicas:

- Só conduz corrente eléctrica num sentido, do ánodo para o cátodo.
- Só começa a conduzir corrente quando a tensão aplicada é igual ou superior a 0.7 V.
- Quando conduz corrente, causa uma queda (redução) de tensão de 0.7 V.

01) Só conduz corrente eléctrica num sentido, do ánodo para o cátodo.

A melhor forma de perceber é utilizar um LED como exemplo. A figura abaixo mostra 2 versões de um circuito. A versão à esquerda é a habitual, que usamos para acender o LED; a corrente, o vermelho tracejado, circula do ponto positivo da fonte para o negativo, e o LED deixa passar essa corrente, acendendo. No circuito à direita, o LED está ligado “ao contrário”, e desta forma impede a corrente de circular; o LED mantém-se apagado. Portanto o LED só deixa passar a corrente elétrica num sentido, do ánodo para o cátodo tal como acontece no circuito da esquerda: a corrente entra pelo ánodo e sai pelo cátodo! Repare como o símbolo do próprio díodo é uma seta que aponta no sentido em que deixa passar a corrente.

Figura 2 - O díodo só conduz corrente numa direcção


Muitas vezes é feita uma comparação da corrente elétrica a circular num circuito com a água a circular em canos. É possível ter num cano de água um dispositivo semelhante a um díodo:
Figura 3 - Um "Díodo para água"


As 2 portas abrem-se facilmente empurradas pela força da água, deixando-a passar, desde que a água circule da direita para a esquerda (por exemplo empurrada por uma bomba de água). Se ela vier da esquerda, então vai empurrar as portas de tal modo que estas fecham-se, impedindo a água de continuar a fluir para a direita. Um díodo faz a mesma coisa. Outras analogias são as veias do nosso corpo, que têm válvulas que deixam passar o sangue apenas num sentido. São ambos exemplos de “díodos”, em outros domínios.

02) Só começa a conduzir corrente quando a tensão aplicada é igual ou superior a 0.7 V.

Esta característica é bastante auto-explicativa. Se a tensão da fonte que fornece energia ao circuito for inferior 0.7 V, o díodo não se deixa atravessar por corrente. Ele apresenta-se como um circuito aberto, tal como se tivessemos ligado o díodo ao contrário. Digamos que 0.7 V é a tensão mínima para que o díodo comece a funcionar. E isto leva-nos à última característica:


03) Quando conduz corrente, causa uma queda (redução) de tensão de 0.7 V. Se voltarmos à analogia com a água e à figura do canal de água mais acima, podemos pensar que alguma da força da corrente da água é gasta a abrir e manter as portas abertas. Podemos pensar na força da água como sendo a tensão (força eletromotriz), e assim a analogia completa-se. Se formos medir a tensão nos pinos de um díodo quando este está a conduzir corrente, vamor medir aproximadamente os 0.7 V, tal com nos circuitos com LEDs (mas neste caso a tensão depende da cor do LED).

Ok… então se os LEDs dão luz, o díodo comum faz o quê?

Bom, os díodos começaram por ser utilizados como componentes retificadores. Muito informalmente, retificar é transformar um sinal AC num sinal DC. Num sinal AC a tensão varia entre valores negativos e valores positivos, e a sua aplicação a um díodo elimina uma metade do sinal, a metade positiva ou a metade negativa dependendo da forma como o díodo é ligado. No circuito abaixo temos uma fonte de tensão de 5 V AC, que é retificada por um díodo que lhe remove a metade negativa do sinal, ficando uma tensão DC. O gráfico mostra o valor da tensão no ponto AC (a verde) e no ponto DC (a azul).




Figura 4 - Díodo como componente retificador


Deve ter reparado na diferença de amplitude entre as 2 tensões… consegues adivinhar a que se deve? Sim? Não? E se eu te disser que essa diferença é de 0.7 V, ajuda ? Pois é, é preciso não esquecer que o díodo causa uma queda de tensão de 0.7 V. A retificação é usada por exemplo em receptores de rádio e fontes de conversão AC-DC (como um carregador típico de bateria de celular, que converte os 220 V AC da rede em 4 ou 5 V DC).

Humm… e é só para isso que o díodo serve? Não, na verdade, as utilizações do díodo estão apenas limitadas pela nossa imaginação! Mas exemplos típicos de utilização são: conversores DC-DC comutados, como referências de tensão baratas, como redutores de tensão, e para impedir que a ligação acidental de fontes de tensão “ao contrário” causem danos em equipamentos, entre outros. Em tempos também foram usados em electrónica digital, como portas digitais e na construção de memórias ROM. Acho que vale a pena falar um pouquinho mais acerca de algumas das utilizações típicas.

Imagina que tens um aparelho que é muito sensível e caro (por exemplo um auxiliar de audição), e portanto queres protegê-lo de vários tipos de acidente. Um dos acidentes que pode acontecer é o utilizador do aparelho colocar as pilhas ao contrário por distração ou porque não leu o manual como deve ser. Uma forma de efetuar essa proteção é exatamente colocar um díodo em série com a fonte de alimentação (as pilhas).



Figura 5 - Protecção contra inversão de tensão de alimentação

Como o díodo só conduz corrente eléctrica num sentido, se as pilhas forem colocadas ao contrário o díodo “barra” a passagem da corrente e não acontece nenhuma desgraça ao pobre aparelho.

Nesta aplicação aproveitamos a característica nº 1 do díodo.

Com a 2ª característica do díodo podes fazer um circuito que verifica se um par de pilhas alcalinas de 1.5 V ainda tem carga suficiente, acendendo um LED em caso afirmativo:



Figura 6 - Detector de pilhas gastas


Uma pilha alcalina vulgar está completamente gasta se apresentar 1.1 V de tensão; vamos então arbitrariamente assumir para o nosso exemplo que se ainda medimos 1.25 V a pilha está boa. Neste caso, um par de pilhas alcalinas ainda tem bastante carga se der 1.25 V + 1.25 V = 2.5 V em utilização. Uma vez que o díodo comum só conduz corrente a partir de 0.7 V, e o LED vermelho só a partir de aproximadamente 1.8 V, temos que o díodo mais o LED resultam numa queda de tensão de 0.7 + 1.8 = 2.5 V. Logo, são precisos 2.5 V ou mais para que circule corrente no circuito e o LED acenda. Como precisamos de calcular uma resistência para limitar a corrente no LED, vamos usar o valor de tensão de um par de pilhas completamente novas: 3 V. Portanto, aos 3 V a corrente no LED não pode ser mais do que 0.02 A, que é a corrente máxima num LED vermelho. Calculamos então a resistência usando a Lei de Ohm:

(3 V - 2.5 V) / 0.02 A = 25 Ω (podemos usar o valor comercial 33 Ω).

Agora imagina que tens um circuito que tem que ser alimentado por 2 tensões diferentes; uma é um valor qualquer de 4.5 V a 5.5 V e a outra é de 3.1 V a 3.4 V. Imagina também que só tens 6 V, tirados de 4 pilhas de 1.5 V ligadas em série. Uma forma de obter as tensões desejadas é pegar nos 6 V do conjunto das pilhas e aproveitar a 3ª característica do modelo de funcionamento do díodo para obter as tensões menores, como na figura.



Figura 7 - Conversor simples de 2 tensões

O 1º díodo subtrai 0.7 V e portanto ficamos com 6 - 0.7 = 5.3 V, que está dentro do intervalo desejado de 4.5 V a 5.5 V. Depois adicionámos mais 3 díodos em série para reduzir ainda mais a tensão, ficando então com 6 - 0.7 - 3 x 0.7 = 3.2 V, que cumpre o requisito de termos um valor no intervalo 3.1 V a 3.4 V. Aqui usámos a característica que o díodo tem de reduzir a tensão em 0.7 V, para obter tensões diferentes da que tínhamos disponível.


Existem outros tipos de Díodo. Alguns dos mais conhecidos são o díodo Zener, o Varicap, o Fotodíodo e o Schottky.


Figura 8 - Outros tipos de díodo

O Zener é um díodo especial que em certas condições fixa uma certa tensão aos seus terminais; existem díodos Zener para várias tensões maiores que alguns volts, como 3.3 V ou 5.6 V, e são usados como reguladores e referências de tensão. O Varicap é um díodo que funciona como um condensador variável controlado por tensão. Era utilizado por exemplo em sintonizadores de rádio “digitais”, até começarem a ser usados PLLs. O fotodíodo é um díodo sensível à luz e pode ser usado como detector de luz, para vários comprimentos de onda. É usado por exemplo nos receptores de commandos infra-vermelhos. O Schottky é um díodo em que a queda de tensão é de aproximadamente 0.3 V em vez dos típicos 0.7 V. Isto tem a vantagem de haver um menor desperdício de energia por dissipação térmica no díodo, o que é importante em aplicações em que a eficiência energética e baixo consumo são importantes. É que na verdade, a queda de tensão que os díodos apresentam é uma característica indesejável! Vamos pensar no detector de inversão de tensão de alimentação da Figura 5 mais acima. Se o díodo estiver a ser atravessado por uma corrente de 100 mA, a potência que ele dissipa na forma de calor (logo, desperdício, porque a função do díodo não é dar calor) é dada pela fórmula da potência (em Watts, W), a qual costumamos chamar “lei companheira da lei de Ohm”.

P = V x I
Logo, 0.7 V * 0.1 A = 0.07 W = 70 mW.
Pode parecer pouco, mas muitos aparelhos portáteis consomem pouco mais do que isso!
Se o aparelho estiver a ser alimentado a 3 V, ele estará a consumir (3V - 0.7 V) * 0.1 A = 230 mW, e por aqui se vê que 30% (70/230) da potência retirada das pilhas está a ser desperdiçada no díodo! Se for usado um díodo Schottky em vez do díodo comum, a potência perdida será 0.3 * 0.1 = 30 mW, ou seja, aproximadamente 13% (30/230) do consumo inicial do aparelho, em vez de 30%. Quer dizer que a autonomia das pilhas aumentou 17% só com a troca de um componente. Uma melhoria significativa!

Então e se eu quiser fazer umas experiências, que díodos posso comprar na loja?
Bom, existem díodos muito comuns e baratos que podes comprar com facilidade praticamente em qualquer loja de eletronica; são eles o 1N4148 e o 1N4001 a 1N4007. O 1º é para correntes até perto de 0.2 A e os restantes para correntes até cerca de 1 A.
Penso que já deu para ficar com uma boa ideia do que faz um díodo e de como é utilizado.
Obs: O díodo não causa sempre uma queda de tensão de 0.7 V; esta é apenas uma média, e na verdade até há quem use 0.6 V ou 0.65 V, que é um pouco mais fidedigno a correntes mais baixas. A queda de tensão exata depende da corrente que atravessa o díodo, do seu próprio fabrico e até da temperatura, e pode variar por exemplo entre 0.5 V e 0.9 V para um de baixa corrente (como o 1N4148 )1 e ultrapassar 1 V para um de maior corrente (como a série 1N4001-7). Para certas aplicações mais críticas temos que consultar a folha de dados (datasheet) do díodo que queremos usar, para saber com maior precisão qual é a queda de tensão que ele apresenta quando está a ser atravessado por uma determinada corrente. Portanto, nem tudo é assim tão exato como descrito, mas é uma simplificação que serve. A electrónica é a ciência das aproximações.

Por exemplo no 1N4148 passando uma corrente de 1 mA a queda de tensão é ~0.6 V; já a 10 mA é de ~0.76 V.

Resistores - Tabela


VU Meter - Circuito 03


OBS : Este circuito é para um canal. Para fazer Estéreo duplique o esquema. Voce pode utilizar dois jacks mono ou um estéreo.

VU Meter - Circuito 02






VU Meter - Circuito 01


C1__________2.2uf 25V Electrolytic Capacitor
R1__________1K 1/4W Resistor
D1__________1N4002 Silicon Diode
LED1-LED10__Standard LED or LED Array
U1__________LM3915 Audio Level IC

Circuito para medir o nivel de som. V+ nescessita ser entre 3 e 20V. A voltagem de audio de entrada deve ser padrão de 1Vpp e no maximo de 1.3Vpp. Se não houver movimento dos led's experimente desconectar o pino 9 do ic

Esquema para HDD LED ( By Juninho )


Como acender um LED

O LED é polarizado, isto é, as suas perninhas são electricamente diferentes e a forma como se liga ao circuito importa. Uma das perninhas chama-se ánodo e liga-se ao lado positivo (+). A outra chama-se cátodo e liga-se ao lado negativo (-). O cátodo tem a perninha mais curta e, em alguns LEDs como os redondos, também tem um corte na aba.


Tabela

Cor - Queda de Tensão - Corrente Máxima

Vermelho - 1.8 V - 0,02 A
Verde - 2.1 V - 0,02 A
Amarelo - 2.0 V - 0,015 A
Laranja - 2.0 V - 0,02 A
Azul - 3.1 V - 0,02 A
Branco - 3.1 a 4.0 V - 0,02 A
Infra Vermelho - 1.1 V - 0,02 A

Lei de OHM

R=V/I

Exemplo de calculo de resistor

Fonte : 3.0 V

Led : Amarelo

Reseistor : ?

R = ( 3.0 - 2.0 ) / 0,015 = 66.7 ohm

Obs : Mas como não há resistências de 66.7 Ω à venda, escolhemos o valor comercial mais próximo, que é 68 Ω. Como este valor para a resistência é ligeiramente mais alto que os calculados 66.7 Ω, a corrente a atravessar o LED será ligeiramente inferior aos 0.015 A mas não faz mal, pois a diferença é muito pequena e já existe alguma tolerância nos valores da tabela. Não vais notar diferença na luminosidade nem colocar em perigo a integridade do LED. E mesmo que a resistência comercial mais próxima fosse ligeiramente inferior aos 66.7 Ω também não haveria problema desde que fosse uma diferença também pequena. Na verdade, o valor da queda de tensão no LED é proporcional à corrente que o atravessa (embora de uma forma não-linear) e é ligeiramente diferente mesmo para LEDs aparentemente iguaizinhos! Daí que os valores da tabela são apenas uma média, uma aproximação, mas que em geral funciona sempre bem.Se tiveres um multímetro podes medir o valor real da queda de tensão no teu LED em particular, com ele aceso.

Esquemas Para "Controler Fan"

Esquema 01

Esquema 02

Esquema 03


Esquema 04

Esquema 05


Esquema 06



Esquema 07





--------------------(A) /---Potenciometro ( 100 ohm )---Fan---\ (B)

(+)---Interruptor--(A) -------------------------------------------(B)----(-)

--------------------(A) \---Resistor ( 470 ohm )---Led----------/ (B)

Obs: Os pontos"A" e "B" devem ser ligados!!

Esquema LCD 16x2


Esquema full para a conexão de um LCD 16x2 para porta Serial.

Eletrônica Basica ( by KuE )

Às vezes a criatividade de um modder é barrada por não saber o básico sobre eletricidade e eletrônica. Talvez esse artigo ajude você a entender um pouco mais e aumentar seu conhecimento sobre o assunto, mas não entrarei em detalhes aprofundados de cada item, talvez em outros artigos.



1. Unidades de medidas

2. Componentes

3. Primeira Lei de Ohm

4. Ligações em série

5. Ligações em paralelo

6. Potência

7. O Resistor

8. Exemplos gerais úteis


01) Unidades de Medidas


- DDP (Diferença de Potencial)

Sempre que houver uma diferença de potencial entre dois pontos carregados com energia esses pontos tenderão a se balancear, o que cria uma corrente elétrica. Sua unidade usual é Volt (V). Uma analogia para se entender esse conceito é a água em queda livre. Quanto maior a altura, maior a força da água que atinge o chão, logo quanto maior a diferença da voltagem de dois pontos maior é a energia elétrica ali presente.Onde você irá usar esse conceito? Na raiz de qualquer mod que envolva eletricidade: os conectores molex. Note que neles sempre há dois fios pretos ao centro (terra), um amarelo (+12V) e um vermelho (+5V). Suponha que você queira ligar um fan 12V. Como ligá-lo direto no molex?Usando nosso conceito acima citado, vou tentar deixar bem claro. Ligue um fio do fan no fio amarelo do molex e um no preto. Você terá 12V. Lembre-se que usei a DIFERENÇA de potencial, sendo diferença a subtração de um elemento por outro.
EXEMPLO:
FIO AMARELO (12v) + FIO PRETO (terra - 0v)

Você terá: +12V – 0V = +12V

FIO VERMELHO (5v) + FIO PRETO (terra - 0v)Você terá: +5V – 0V = +5V

Mas e se eu ligar +12V com +5V? Entra em curto? Vejamos:

FIO AMARELO (12v) + FIO VERMELHO (5v)

Lembrando que é a DIFERENÇA entre os dois é o esperado,

Você terá: +12V – (+5V) = +12V – 5V = 7V

Não é mágica!!! É eletrônica!!!


Espero que você tenha entendido sem nenhuma dúvida!


OBS : E NUNCA LIGUE UM FIO DIRETAMENTE NO OUTRO, SEMPRE TENHA UM EQUIPAMENTO QUE CONSUMA ENERGIA !!
- Corrente

A corrente é a medida da quantidade de elétrons que se movimentam pelo condutor. Quanto maior a corrente, maior o fluxo de elétrons, bem simples. A corrente sempre flui do polo NEGATIVO (-) para o POSITIVO (+). Sua unidade é ampères (A).


- Resistores


A resistência elétrica é a dificuldade que o meio impõe sobre a passagem dos elétrons. Pode e é muito usado a nosso favor como em chuveiros elétricos. Medido em Ohms (Ω). Seu representante mais conhecido em eletrônica é o resistor. Agora que você já sabe o básico passe para a próxima parte.


02) Componentes


Há uma infinidade de componentes presentes em circuitos como geradores, receptores, capacitores, diodos, transistores, resistores, CI’s (circuitos integrados) e muitos outros. Iremos abordar aqui somente os que serão necessários para a construção de circuitos simples.



- Gerador


Como o próprio nome diz, gera energia elétrica e consequentemente, corrente. Normalmente são baterias, pilhas, tomadas ou no nosso caso a fonte de nossos computadores.


- Geradores em série (suas ddps são somadas):
- Receptores


Qualquer outro aparelho, exceto geradores, que consumam a energia gerada pelo gerador. A soma das DDPs dos receptores nunca excedem a dos geradores.





- Resistências


Já descrito anteriormente, serve para diminuir a ddp em um trecho do circuito, entre outros usos.




- LEDs


São componentes que emitem luz, sem desgaste, podendo durar até 50 anos. É representado por:






Creio que para nosso propósito somente isso será necessário. Com o decorrer do artigo você saberá mais detalhes de cada componente.



03) A primeira lei de OHM


Aqui iremos utilizar os conceitos vistos em uma só equação.


U = R x I


Como toda equação você pode alternar entre seus membros obtendo: R = U / I ou I = U / R




Tampe com o dedo o valor que você procura e faça o que o resto da tabela diz. Quer achar a resistência? Tampe com o dedo, você obtém U sobre I (ddp divida pela intensidade da corrente). Quer achar a ddp? Tampe U com o dedo e você obtém R X I (resistência multiplica a intensidade da corrente).
Um exemplo prático:
Você tem um fan 12V e quer ligá-lo em um molex sobressalente de sua fonte:








Você quer ligar um LED amarelo (2,1V) em um molex sobressalente da sua fonte.

Como realizar essa proeza?

Ora com nosso amigo OHM!

A intensidade de um led é normalmente de 20 miliamperes (1 ampère divido por mil) que é igual a 0,02 A (sempre usar a unidade completa).

Nosso resistor precisará somente de 2,1V, logo devemos calcular o quanto deve ser removido: +5v - 2,1V = 2,9V.

Para retirar esse excesso usamos o RESISTOR que transformará essa energia em calor. Temos:

U=2,9V
R=U / I
I=0,02
R=2,9 / 0,02 = 145 ohms

Como não há resistores de 145 ohms, usa-se um de 150 ohms.






04) Ligação em série


Quando se liga dois dispositivos de modo que a corrente passe somente por um caminho a ligação recebe o nome de ligação em série. Em uma ligação em série a ddp é dividida entre os componentes, logo você nunca conseguirá fazer funcionar 3 leds de 2,1V em um circuito de 5V e a intensidade que percorre um ramo do circuito é a mesma. Se um componente queimar os outros irão se apagar.






Cada led tem a sua I = 0,02A.
A soma das U’s dos leds é 4,2V.
A ddp do circuito é 5V.
A ddp excedente é de 0,8V.
Qual o resistor que deve ser utilizado?


Na primeira lei de ohm:

R = U / I à R = 0,8 / 0,02 à R= 40 ohms, como não há resistores de 40 usa-se um de 47 ohms.


A resistência equivalente de dois resistores em série é calculada por:


Req = R1 + R2 + R3 + ... + Rn


Exemplo:


Dois resistores em série de 30 ohms são equivalentes a um de 60 ohms pois 30 + 30 = 60.


05) Ligação em paralelo

Quando se liga dois dispositivos de modo que a corrente tenha dois ou mais caminhos para percorrer a ligação recebe o nome de ligação em paralelo. Em uma ligação em paralelo a ddp é a mesma para todos os componentes e a intensidade que entra através de um dos terminais de um circuito é dividida entre os ramos associados. Se um componente queimar os outros continuam aceso, desde que não haja um componente em serie no mesmo ramo.






Cada led tem a sua I = 0,02 A e a intensidade do circuito é 0,04 A.

Nesse caso você terá que calcular qual resistor será usado em cada ramo do circuito. A resistência a ser usada em cada ramo é:

- I = 0,02 A
- U = 5V
- R = ?

U(total) = 5v – 3v = 2v (energia excedente).

- R= U / I
- R = 2 / 0,02
- R = 100 ohms.

Você também poderia usar somente um de 50W pela fórmula:
1/Req = 1/R1 + 1/R2 + 1/R3 + ... + 1/Rn
1/Req = 1/100 + 1/100
1/100Req = 1/100Req + 1/100Req
100 = Req + Req
2Req = 100 logo R= 50 ohms.

Como não há resistores de 50, usa-se um de 56 ohms.


06) Potência

Muita gente se contenta com a lei de ohm e vai logo calculando qual resistor deve usar, põe lá no seu circuito e manda bala. De repente, seus leds param. O que aconteceu? O resistor não agüentou a potência requerida pelos leds. Sabe-se que resistores transformam energia elétrica em energia térmica e no caso do nosso amigo ali ele não levou isso em conta. Resultado: O resistor não agüentou! Agora você vem e pergunta de novo: Como saber a potência correta para o resistor que necessito?

É fácil !! Nessa outra equação:

P = U x I

P = potência (Watts)U = ddp (Volts)I = corrente (Ampères)


Ela também pode ser trabalhada como a outra, ou seja, pode se transformar em:

U = P / I
I = P / U

Sendo U = R x I também temos que:

P=R x I x I
P=R x I² ( Útil no caso de não se ter a ddp )

Ou ainda: I = U / R,
logo P = U x U / R à
P = U² / R ( Útil no caso de não se ter a intensidade )

Um exemplo prático:






A voltagem dos led em paralelo é 1V (número hipotético). A corrente total é: 0,02 + 0,02 + 0,02 + 0,02 = 0,08 A

A voltagem excedente é: 12 – 1 = 11V ; logo a corrente que atinge o resistor é: 11 X 0,08 = 0,88W

O resistor é R = U/I R= 11/0,08 = 137,5 ohms sendo usado um de 150 ohms.

Um resistor normal agüenta uma potência de 1/4W (0,25W) logo, deveria ser comprado um resistor de 1 ohms, para aguentar com segurança a potência dissipada.


07) Resistores

Já vimos que o resistor transforma energia elétrica em calor, sua ligação em série, sua ligação em paralelo e suas características. Agora iremos aprender como reconhecer um resistor e como converter seu resultado em um resistor existente.
Em nossa seção de artigos já temos dois ótimos artigos sobre isso: Sobre resistores e sobre as cores das faixas dos resistores.
Agora irei apresentar a razão da sua pergunta: “De onde esse cara tira o resistor que existe naqueles casos que o resultado não dá exato?” E a resposta é: das Séries E.


10 /12 /15 /18 /22 /27 /33 /39 /47 /56 /68 /82


No exemplo de resistores em série achamos que o resistor necessário seria um de 40 ohms. Não há tal valor na tabela, portanto usamos o valor mais aproximado, que seria 47 ohms.No exemplo de potência achamos que o resistor necessário seria um de 137,5 ohms. Como proceder agora? Multiplique os valores da tabela por 10:


100 /120 /150 /180/ 220 /270 /330/ 390 /470 /560 /680 /820


O mais próximo de 137,5 ohms é 150 ohms e assim proceda, multiplicando por 100, 1000, etc.
08) Exemplos gerais
- Uso de um switch para ligar e desligar fan com um led:




Você pode notar o switch liga/desliga, um resistor, um led e o fan. Por ser uma ligação em paralelo a ddp é a mesma para o ramo do fan e o ramo do led, portanto o ventilador não irá parar ou funcionar mais devagar.
O resistor foi calculado assim:
Ddp que vem: 12V
Voltagem do led: 2,1V
Logo: 12 – 12,1 = 9,9V
Calculando agora o resistor a ser usado:
R= U / I
R = 9,9 / 0,02
R= 495 ohms o adequado é o de 470 ohms.
E finalmente a potência:
P= U x I
P= 9,9 x 0.02
P= 0,198W sendo necessário o uso de um resistor de 1/4W.